quinta-feira, 9 de julho de 2009

SBT perde dinheiro com a saída de Gugu Liberato para a Record

O SBT tinha todos os motivos para não permitir a saída de Gugu Liberato, pelo menos não agora, oito meses antes do final de seu contrato.

Da forma como tudo aconteceu, a transferência do apresentador para a Record irá representar um rombo financeiro já avaliado entre 60% a 70% no volume de merchandisings previsto até o final da presente temporada. Este aspecto foi considerado por setores responsáveis da Anhanguera, desde o primeiro momento que as notícias da mudança começaram a surgir.

A rigor algo que não pode ser creditado apenas na conta de Gugu.

O SBT hoje não tem número suficiente de programas ao vivo para redirecionar o que sempre foi arrecadado pelo "Domingo Legal".
Além dos informativos - dois, porque o terceiro, o da manhã, é gravado - apenas Ratinho é ao vivo em toda a programação diária.

No jornal, claro, não cabe merchandising, e no Ratinho, de forma bem evidente, também não cabem diversos anunciantes.

Resumindo, o SBT, todos os dias, de domingo a domingo, tem só uma hora de programa ao vivo. Isso é praticamente nada.

Todas as outras emissoras, incluindo a líder Globo, trabalham com um número de horas/dia muito maior, entre outras coisas, para facilitar este tipo de negociação.

O dinheiro que entrava via Gugu, do jeito que as coisas se encontram, pode sair pelo ralo.

O atual panorama só será alterado se o SBT aumentar o "ao vivo". Difícil é entender por que isso ainda não acontece.

Alguém, por absoluto conforto pessoal, um dia, apresentou ao Silvio Santos uma conta mostrando que o gravado sai mais em conta. Não existiriam tantas despesas. Até certo ponto isto é até uma verdade, mas se forem contabilizados os custos de pós produção sai quase uma coisa pela outra. Considerando o que deixa de entrar, o prejuízo é enorme.

Este é o problema do SBT agora com a saída de Gugu. Como não perder este dinheiro dos merchandisings? Se será ou não transferido para o novo apresentador Celso Portiolli é a pergunta que fica. Importante considerar se ele também tem a mesma força do seu antecessor.

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